Caipirinha: boa e perigosa


10/03/2014

caipirinha-limao-lucia-mandelLimão, açúcar, cachaça e gelo. São esses os ingredientes para uma boa caipirinha e também para uma bela queimadura. Se for você o voluntário para preparar uma rodada para a turma na praia, tenha bastante cuidado. O suco do limão e o sumo de sua casca têm substâncias que, ativadas pelo sol, causam reação tóxica à pele. Muitas pessoas não sabem disso e acabam se queimando, algumas de leve, outras seriamente. Por isso, corajoso barman, preste atenção nas recomendações deste post.

Precauções

Ao espremer limão, seja na caipirinha, na linguicinha ou no peixe na brasa, procure uma área coberta. Quando terminar, lave muito bem as mãos não só com água, mas também com sabonete. Melhor ainda se você puder usar luvas enquanto mexe com limão, já que algumas pessoas se queimam mesmo tendo lavado as mãos. Isso vale para qualquer horário do dia e mesmo com o tempo nublado, porque os principais responsáveis pela reação tóxica são os raios ultravioleta A, presentes desde a manhã até o final da tarde.

A queimadura

Em geral acontece nas mãos, nos braços ou no rosto, nesse caso principalmente ao redor dos lábios. São as regiões que tiveram contato com o limão e o sol. A intensidade da queimadura depende da quantidade do suco ou sumo de limão em contato com a pele, do tempo de exposição ao sol e também da sensibilidade individual.

Em um prazo de 12 a 24 horas após a exposição ao sol a pele fica avermelhada e sensível. Depois, se a queimadura foi leve, a pele vai apenas escurecer. Às vezes, quando a queimadura foi muito suave, você nem percebe que a pele ficou avermelhada, só nota que ela escureceu. Mas quando a queimadura foi séria a área incha, dói e fica avermelhada por mais tempo. E podem surgir bolhas.

O que fazer?

Procure o Hospital de Queimaduras. Independente do grau atingido, quem poderá lhe oferecer a melhor orientação é um médico da área. Ele poderá diagnosticar e oferecer o melhor atendimento. Evite costumes populares. Eles podem agravar a lesão.

 

 

#Fonte: Revista Veja

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